domingo, 2 de novembro de 2014

A importância da luz da lamparina


Lamparinas sobre a Estrela de Belém
Local onde Cristo nasceu 

Primeiramente, pelo fato de nossa fé ser luz. Cristo disse: Eu sou a Luz do mundo (Jo. 8:12). A luz da lamparina nos recorda esta luz com a qual Cristo ilumina nossas almas.

Em segundo lugar, a fim de nos recordar o caráter radiante do Santo cujo ícone diante do qual acendemos uma lamparina, pois que os Santos são chamados filhos da luz (Jo. 12: 36; Lc. 16:8).

Terceiro, a fim de servir de reprovação pelas nossas obras escuras, nossos maus pensamentos e desejos, e também para nos lembrar do caminho da luz evangélica, e que devemos tentar, de forma mais zelosa, cumprir os Mandamentos do Salvador: “Que a vossa luz irradie diante dos homens e que eles vejam as vossas boas obras” (Mt. 5: 16).

Quarto, para que esta lamparina seja nosso pequeno sacrifício a Deus, Aquele que nos deu a Si mesmo completamente enquanto sacrifício por nós, e em guisa de um pequeno sinal de nossa enorme gratidão e radiante amor por Ele, a Quem pedimos através de nossas orações pela vida, saúde, salvação bem como por tudo aquilo que somente o amor paradisíaco sem limites pode nos oferecer.

Em quinto lugar, que o terror possa atacar os poderes do mal que por vezes nos assaltam, mesmo à hora da oração, levando a divagar nossos pensamentos para longe do Criador. Os poderes do mal gostam das trevas e tremem diante de toda luz, especialmente daquela que pertencem a Deus e àqueles que Lhe são agradáveis.

Sexto, a fim de que esta luz possa nos tirar do egoísmo. Da mesma maneira com que o óleo e o pavio queimam na lamparina, submissos à nossa vontade, que nossas almas possam também queimar com a chama de amor em todos os nossos sofrimentos, estando sempre submissos à vontade de Deus.

Sétimo, a fim de nos ensinar que assim como a lamparina só pode ser acesa por nossas mãos, assim também nosso coração, nossa lamparina interior, só pode ser aceso com o santo fogo da graça de Deus, mesmo até se formos repletos de todas as virtudes. Todas estas virtudes são em verdade nossas, tal como um combustível material, mas, no entanto, o fogo que as incendeia procede de Deus.

Oitavo, a fim de nos recordar de que antes de tudo o Criador do mundo criou a luz e logo então tudo de outro. E disse Deus, que seja a luz: e foi a luz (Gn. 1:3). Que assim também seja no início de nossa vida espiritual, que antes de tudo a luz da Verdade de Cristo possa irradiar dentro de nós. Desta luz da Verdade de Cristo, subsequentemente todo bem é se cria, brota e floresce.

Que a Luz de Cristo assim vos ilumine!

por São Nikolai Velimirovitch

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